Setor privado adota trabalho virtual, revela pesquisa da Market Analysis
A Market Analysis, instituto de pesquisa de mercado e opinião pública, realizou estudo sobre tele-trabalho no Brasil, que revela que 23,2% da população adulta em atividade, ou seja, um em cada quatro brasileiros o adota ao longo do mês de alguma forma. Um terço destes profissionais (8,1%) exerce o trabalho virtual quase diariamente.
Entre os vinculados a micro-empresas com até quatro funcionários,este percentual duplica, chegando a 15%. Empresas deste porte são pioneiras na adoção intensiva e diária da nova estratégia de trabalho, seguida pelas de médio-porte (10,1%), entre 20 e 100 funcionários.
Trabalhar de casa é a forma mais popular da modalidade (52%). "Dentre os que tele-trabalham todos os dias, pessoas que pertencem à classe A (18%), como os donos das companhias, gerentes e colaboradores de cargos administrativos mais altos são os principais representantes deste comportamento", afirma Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis. "O computador é a principal ferramenta utilizada por estes profissionais (60%) na maior parte do tempo em que estão fora do escritório".
Atualmente, este cenário é composto por pessoas com idade entre 45 e 54 anos (15,5%). Apesar disso, a aceitação e disposição em adotá-lo no futuro já é percebida entre os jovens (44%), de 18 a 24 anos, situação semelhante à abordada em estudo encomendado pela Nortel, sobre hiperconectividade, que revela a América Latina como o continente que emerge com maior potencial quando comparado com outras regiões do mundo.
No Brasil, as regiões Nordeste (43%), principalmente Salvador, e Sudeste (41%), principalmente Belo Horizonte, têm maior potencial para esta situação. Apesar disso, é no Sul do país em que as pessoas trabalham de casa o maior número de dias por mês.
Ficha técnica: Pesquisa realizada com 345 trabalhadores do setor privado (funcionários ou donos), residentes nas 9 principais capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Goiânia e Brasília, com casos originalmente distribuídos proporcional ao tamanho da população destas cidades. Margem de erro de aproximadamente: +/- 5,28%
Categoria: Comportamento







