Saiba como fazer a manutenção da injeção eletrônica
Em 1988, foi lançado o primeiro veículo nacional com Injeção Eletrônica de Combustível, o VW GOL GTI, o qual marcou a chegada da era eletrônica aplicada a veículos e a diminuição dos problemas causados pelo carburador velho. No entanto, muitas pessoas se enganam ao achar que a injeção está longe de dar problemas. Sua manutenção é mais complexa, já que para seu perfeito funcionamento todos os seus componentes têm que estar em perfeito estado.
Foi se a época que com uma simples chave de fenda podíamos sanar alguns problemas relacionados ao carburador. Com a injeção esse tipo de procedimento não é possível, já que todos seus componentes funcionam através de uma central que controla desde a marcha-lenta até o ponto de ignição para evitar em alguns casos a pré-detonação (combustível de baixa octanagem e que geralmente traz sérios riscos ao motor).
Sua manutenção exige a procura de um bom mecânico com equipamentos apropriados para que se descubra a falha existente. Todos os veículos são dotados de uma luz espia no painel que avisa anomalias no sistema. Se essa luz piscar ou estiver acesa, está na hora de você procurar um bom mecânico, já que a solução só é possível através de um computador conectado a central da injeção.
Se liga na dica!
Uma boa dica é abastecer em postos de confiança e a cada 40.000km fazer uma limpeza de bicos, checar o funcionamento de todos os sensores relacionados à injeção e inclusive verificar se não está na hora de trocar o filtro de combustível, um item muito importante para o perfeito funcionamento da injeção.
No caso de uma pane no sistema não há truques, a única coisa a fazer é chamar um guincho e levá-lo para sua oficina de confiança. O custo de sua manutenção não é muito barato, mas se for feita uma manutenção periódica você não terá problemas.
Os bicos de injeção com o passar do tempo começam a perder a capacidade de pulverizar a câmara de combustão, trazendo dificuldades na partida, consumo excessivo de combustível e até o entupimento do bico com falhas de funcionamento de motor. Sua limpeza é geralmente feita através de um ultra-som que mede a capacidade de vazão ou de pulverização dos bicos em conjunto, havendo um produto apropriado para limpeza. Esse serviço custa em media R$100,00 e leva cerca de 2 horas.
Em alguns casos não há como recuperar o bico, tendo-se que fazer a troca, o que encarece bastante este serviço de manutenção. O preço de cada bico varia de R$200,00 chegando até assombrosos preços de R$1000,00, em alguns carros importados mais sofisticados.
Vale ressaltar que tanto para o sistema de injeção, como o de ignição, a lista de componentes (sensores e atuadores), costuma ser um tanto mais extenso e que varia tanto de acordo com o fabricante como também de um modelo para outro. Sistemas mais recentes e sofisticados podem conter mais de uma centena de elementos e realizar outra centena de operações, interagindo com o sistema de ar-condicionado, direção hidráulica, câmbio automático, controles de tração e de estabilidade, entre outros.
O gerenciamento de todas as leituras efetuadas pelos diversos sensores, de forma a determinar basicamente quando e em que quantidades o combustível deve ser fornecido ao motor e, em que momento deve ocorrer a faísca (nos sistemas que incorporam a ignição), fica a cargo da ECU (Eletronic Control Unit), ou Unidade de Controle Eletrônico.
Para tanto, utiliza-se de um programa que visa "decidir" o que fazer em cada situação e de acordo com a "vontade" do motorista, visando proporcionar o melhor rendimento possível, dentro de parâmetros adequados de consumo e de poluição.
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