Recife como pólo cinematográfico
Por sete dias ao ano os olhos dos cinéfilos de todo Brasil estão voltados para o Recife, onde acontece o XIII Cine-PE – Festival de Áudio Visual, com cacife para levar a fama de um dos maiores do seguimento. As exibições de curtas e longas metragens acontecem no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, sempre a partir das 18h30. Os ingressos custam R$ 8 a inteira, e R$ 4 a estudante.
Por poucas vezes pode-se observar a produção pernambucana de verdade no evento. Nesta edição, quase todos os dias poderá ser visto algo produzido pela terra. Na terça-feira, foram três produções pernambucanas de excelente qualidade: o veterano Fernando Spencer exibido seu curta Nossos Ursos Camaradas, fora da mostra concorrente, o curta digital militante do jornalista e critico de cinema Luiz Joaquim, o Eiffel, e Muro, do Tião, estudante de jornalismo e consagrado cineasta com premiação em Cannes.
Em breves comentários, o agora cineasta Luiz Joaquim impressionou a platéia com Eiffel, de quase três minutos de duração, e sua análise sobre as duas torres em construção no bairro do Recife em comparação ao monumento parisiense, remetendo ao longa de igual proposta de Truffaut. A finalização foi ovacionada, com a exibição na tela da frase “cada cidade tem o monumento que merece”, uma critica militante e pertinente sobre as nossas “torre gêmeas”, que podem ser observadas de diferentes pontos da cidade.
Estados antes com participações ínfimas como Ceará e Pará estão vindo com força total, levantando a moral do cinema nordestino. E a homenagem foi justa desta edição: Costa-Gravas e seu cinema militante que deixa saudade nas produções atuais. O troféu Calunga por contribuição ao cinema nacional foi para ninguém menos que a bela Dira Pais, a atual Norminha de Caminho das Índias. A atriz já esteve por aqui em Amarelo Manga, de Cláudio Assis, que rasgou elogios no vídeo-homenagem do evento. São 25 anos dedicados ao cinema nacional, uma justa homenagem.





