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Consumo
29/06/2008

Plástica sem bisturi para ficar bonita

Plástica sem bisturi para ficar bonita

Bioplastia é uma técnica médica que permite embelezar e melhorar a função de áreas corporais com deficiência de "partes moles", incorporando-lhes volume, minimamente invasiva, de realização rápida, segura, sem cortes cirúrgicos ou cicatrizes, sem internações, pelo implante de material "bio-compatível", para embelezar ou melhorar sua função.

Em linguagem simples, BIOPLASTIA é o implante de substâncias biocompatíveis no corpo humano, para o seu embelezamento, ou o "aumento de volume", como no caso dos LÁBIOS, do PÊNIS e dos GLÚTEOS ("BUMBUM").

Essas substâncias não são tóxicas, e não causam alergia nem rejeição. São implantadas em nível profundo, por um pequeno "furinho" feito na pele, sem cortes ou pontos, com micro cânulas, que ao contrário de agulhas, tem ponta arredondada - e por isso não causam lesão nos vasos sangüíneos ou nos nervos.

Essa técnica surgiu nos E.U.A. e foi trazida e aprimorada no Brasil no início dos anos 90 pelo ilustre médico gaúcho Dr. Almir Nacul, entre nós carinhosamente intitulado "O PAI DA BIOPLASTIA".

A BIOPLASTIA é um tratamento não-cirúrgico que age diferentemente dos preenchimentos cutâneos, atingindo uma camada mais profunda da pele.


É considerada eficiente para correção de algumas imperfeições no corpo e no rosto.


E com algumas vantagens: é mais segura, barata (com R$ 2 mil você pode submeter o seu nariz à técnica, por exemplo) e mais rápida que a cirurgia plástica convencional.


O "segredo" da bioplastia é o polimetilmetacrilato (PMMA), biomaterial derivado do petróleo, que é injetado na pele do paciente por meio de micro cânulas, uma espécie de seringa sem ponta.

Utilizado em medicina desde 1950, o PMMA é usado também na ortopedia (prótese de quadril), na oftalmologia (em lentes utilizadas dentro do olho), na neurocirurgia (proteção craniana) e em aderentes cirúrgicos.

A substância foi descoberta na medicina estética pelo cirurgião plástico brasileiro Almir Moojen Nácul, que adaptou técnica criada pelo norte-americano Robert Ersek no início dos anos 90.

Entre as áreas de atuação da BIOPLASTIA, estão a correção do nariz, contorno mandibular, realce das maçãs do rosto, aumento de queixo, bíceps, tríceps, bumbum e até do pênis. Os seios, porém, ainda não podem passar pelo procedimento. A introdução do material poderia dificultar a descoberta de um câncer de mama.

O PMMA, porém, é considerado seguro em outras aplicações. A flexibilidade do produto é fantástica, e, exatamente por isso, pode ser colocado junto ao osso e ser aderido por ele, pode ser colocado no músculo, para arredondamento e projeção dos glúteos, no tecido gorduroso e na pele, preenchendo rugas e sulcos.

No nariz, onde a técnica é mais utilizada, o resultado é satisfatório. Na correção do nariz é capaz de resolver 70% dos casos, evitando a cirurgia. Há casos que demandariam inúmeras cirurgias e que podem ser resolvidos em uma única sessão, servindo, também, como complemento a cirurgias anteriores.

Até a década de 90, ninguém poderia imaginar que surgiria uma técnica capaz de remodelar o rosto em pouco tempo e sem os transtornos do pós-operatório das cirurgias plásticas tradicionais.


Dr. Joaquim Figueiredo é cirurgião plástico, faz parte da equipe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Agamenon Magalhães, é Membro Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Diretor Médico do Hospital de plástica de Olinda


Categoria Categoria: Consumo
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