Pesquisa investigou o comportamento do adolescente
Como o jovem brasileiro encara a questão da sexualidade? Esta foi a pergunta que mobilizou 6308 alunos de escolas particulares de todo o Brasil no projeto “Este Jovem Brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional (www.educacional.com.br) com a participação do psiquiatra Jairo Bouer, integrante da equipe idealizadora do projeto. A iniciativa teve por objetivo compreender a relação dos jovens com o tema, para estimular ações educativas que ajudam a minimizar comportamentos de risco.
Trazendo o assunto no formato de uma pesquisa on-line, com questões de múltipla escolha, o projeto “Este Jovem Brasileiro” mensurou como os jovens se comportam frente a temas delicados como o uso de camisinha, anticoncepcionais – convencionais ou de emergência (pílula do dia seguinte) – e a multiplicidade dos parceiros sexuais. Os resultados indicaram que 86% dos jovens já “ficaram” pelo menos uma vez na vida e, no momento em que responderam ao questionário, apenas 20% estavam efetivamente namorando. O estudo também revelou que os namoros nesta faixa etária tendem a ser curtos, e um quarto deles dura apenas de 1 a 3 meses.
Os resultados da pesquisa foram avaliados pela equipe multidisciplinar do Portal Educacional e também pelo especialista Jairo Bouer. Segundo o psiquiatra, que é referência nacional em saúde e comportamento dos jovens, os dados identificam alguns pontos frágeis, que merecem reflexão dentro e fora da sala de aula. No que diz respeito às relações sexuais, por exemplo, os números apontam que com as meninas a primeira vez acontece, geralmente, aos 15 anos e, no sexo oposto isso acontece um ano antes. Também se observa que há menor rotatividade de parceiros entre as meninas. A maior parte das garotas - mais de 70% -, teve relações sexuais com companheiros fixos, provavelmente namorados. Já a maioria dos garotos - 57% - relata experiências com parceiras eventuais.
Outros dados críticos revelam que, devido à imaturidade e à falta de informação, somente 38% dos entrevistados usam outro método anticoncepcional além da camisinha. Além disso, apesar de usarem com relativa freqüência a camisinha, a pesquisa revela também que quase a metade das meninas que teve relações sexuais já achou que poderia ter engravidado. Dessas, 31,5% recorreram à pílula de emergência (pílula do dia seguinte).
Categoria: Comportamento







