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Mulher sobre rodas
17/06/2009

Pânico: direção nem pensar

Pânico: direção nem pensar

Entrar no carro, dar a partida, engatar a marcha, soltar o freio-de-mão e dirigir até o trabalho é uma rotina comum para muitas pessoas. No entanto, o que é rotina para alguns é tormento para outros. O medo de dirigir atinge um número considerável de pessoas, muitas das quais não procuram tratamento e acabam levando uma vida de dependência e privações. Certamente, você conhece alguém que possui habilitação, tem um automóvel, mas não dirige. Eu por exemplo conheço um monte. E bem sabemos que essas pessoas podem ter mais do que uma simples ansiedade ou um medo passageiro, ela pode ter fobia de dirigir.

Segundo informações obtidas no site do Instituto de Psicologia Aplicada, a diferença entre fobia e ansiedade é basicamente quantitativa. Isto é, depende de quanto tempo dura o episódio de ansiedade, da intensidade de ansiedade que a pessoa experimenta, da freqüência que ocorre, do nível em que o comportamento de esquiva (evitação) é precipitado pela ansiedade e de como a pessoa que está ansiosa avalia essa ansiedade.

Quando se tem medo de dirigir, há um estado de apreensão (ansiedade) significativo, porém controlável e um nível de atenção maior quando se está dirigindo. Diante do medo, pode-se até desejar que outras pessoas dirijam em ruas onde o trânsito é mais movimentado ou nas rodovias.

A fobia de dirigir também tem como características uma ansiedade ou medo intensos e algumas reações corporais como sudorese, tremores nos braços e pernas, taquicardia e boca seca. Tudo isso é sentido diante do ato ou da simples possibilidade de dirigir. Após uma ou mais experiências como essa, a pessoa tende a se esquivar de dirigir.

Inventa, muitas vezes, desculpas para si e para os familiares e amigos com o objetivo de evitar críticas: “Prefiro andar porque é mais saudável” ou “Esse carro é muito grande, vou comprar um menor”.

Chegando ao ponto de uma vida cheia de limitações, onde não se pode visitar amigos que morem longe ou ir ao teatro porque a peça termina tarde. Torna-se dependente do filho que tirou habilitação ou dos amigos que dirigem normalmente. A fobia pode ser impeditiva para que se obtenha a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou pode fazer com que se abandone o comportamento de dirigir tão logo se consiga a habilitação.

Alguns pensamentos disfuncionais distintos, geralmente, se fazem presentes, o que revela os focos diferenciados dos medos intensos relacionados à fobia de dirigir: “tenho medo de dirigir no trânsito movimentado”, “o carro vai pular e vou perder o controle”, “e se eu me sentir ansioso quando estiver dirigindo?”, “posso causar um acidente, me ferir e ferir outras pessoas”, “posso ser criticado por dirigir devagar” e “se alguém buzinar para mim, terei a certeza que estou fazendo uma grande besteira”

Enfim, a ansiedade ao dirigir pode ser definida como um estado psicofisiológico de apreensão, inclusive, no dia anterior àquele em que a pessoa dirigiria. O medo de dirigir seria um aumento desse estado de apreensão, sendo que esse estado estaria diretamente e conscientemente relacionado ao ato de dirigir. A fobia seria um estado ainda mais intenso, que atrapalha o desempenho da pessoa ao dirigir e até impede a mesma de fazê-lo.

Vale ressaltar, que a "fobia" é um termo técnico-científico para o estado corporal definido como "medo" no senso comum. Sendo assim, e para efeito de entendimento sobre o problema, que atinge pessoas em todas as camadas sociais, econômicas e culturais, os dois termos podem ser utilizados sem a distinção requerida no contexto acadêmico.

Participe! Mande sua dica ou sugestão para o e-mail: alynne31@gmail.com.


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