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Cine Mulher
16/03/2009

O Orfanato: suspense do filme não deixa você sair da cadeira

O Orfanato: suspense do filme não deixa você sair da cadeira

Seguindo os dizeres do célebre Glauber Rocha, “com uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” qualquer um pode se tornar um diretor hoje em dia. Com um mundo cada vez mais crescente desses profissionais, poucos conseguem se sobressair ao nível de ter a próxima obra esperada com ansiedade. Guilhermo Del Toro faz parte deste seleto grupo que deixo sua marca de primazia e sucesso em seus longas. Depois de Labirinto de Fauno e a adaptação do vermelhão Hell Boy, repete a marca do sucesso dirigindo O Orfanato (El Orfanato, Espanha, 2007).

Laura (Belén Rueda) é uma ex-órfã adotada com pouco mais de sete anos. Ao sair do orfanato, coisas estranhas aconteceram com os moradores sem seu conhecimento e o local foi desabitado. Casada com Carlos (Fernando Cayo), compra o casa do orfanato em que morou para transformá-lo em moradia para crianças com dificuldades, como o seu filho adotivo Simon (o pequeno em uma bela interpretação Roger Príncep).

O que começa como um suspense torna-se um drama surpreendente. Durante um passeio na praia, Simon conhece crianças que brincam de adivinhação através de pistas. Segundo os pais, crianças imaginárias. Para Laura nem tão imaginárias, pois reconhece nos meninos seus ex-colegas de quarto no orfanato. Procurada por Benigna, antiga governanta da instituição, descobre algo de errado com a casa onde mora, dedução desencadeada no desaparecimento de Simon durante uma festa.

Pelo trailer, capa, comentários e trilha sonora, tudo leva a crer ser um filme de terror dos melhores, mas o suspense é uma marca muito bem domada no roteiro elaborado por Juan Antonio Bayona. Os movimentos de câmera também ajudam na densidade das cenas, tornando cada minuto duradouro o suficiente para prender a atenção.

Para quem conhece os outros sucessos de Del Toro, fica um medinho do teor irônico estragar muitas cenas, fato que não acontece aqui. Os clichês não deixam de aparecer, como muito zoom, portas que batem, reflexos de alms, muitas lágrimas e barulhos estranhos. Tudo bem dosado para não perder o bom gosto de fazer a sétima arte. Disponível em DVD.

Como curiosidade, O Orfanato traz o ator Edgar Vivar interpretando o espírita procurado por Laura. Ele é um velho conhecido dos brasileiros que viam o seriado Chaves, interpretando o Senhor Barriga.


Ficha Técnica
Título Original: El Orfanato
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (México / Espanha): 2007
Site Oficial: www.theorphanagemovie.com
Estúdio: Wild Brunch / Estudios Picasso / Telecinco / Grupo Rodar / Esta Vivo! Laboratorio de Nuevos Talentos / Rodar y Rodar Cine y Televisión S.L. / TV3 / Warner Bros. Pictures de España
Distribuição: California Filmes
Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Sergio G. Sánchez
Produção: Álvaro Augustin, Joaquín Padro, Mar Targarona e Guillermo del Toro
Música: Fernando Velázquez
Fotografia: Óscar Faura
Desenho de Produção: Josep Rosell
Direção de Arte: Iñigo Navarro
Figurino: Maria Reyes
Edição: Elena Ruiz


Elenco
Belén Rueda (Laura)
Fernando Cayo (Carlos)
Roger Príncep (Simón)
Mabel Rivera (Pilar)
Montserrat Carulla (Benigna)
Andrés Gertrúdix (Enrique)
Edgar Vivar (Balaban)
Óscar Casas (Tomás)
Georgina Avellaneda (Rita)
Carla Gordillo Alicia (Martín)
Alejandro Campos (Victor)
Carmen López (Alicia)
Óscar Lara (Guillermo)
Geraldine Chaplin (Aurora)
Carol Suárez (Benigna - jovem)


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Categoria Categoria: Cine Mulher
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