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Comportamento
14/06/2009

O amor é cego, comprova a ciência

O ditado popular sempre pregou a famosa frase “o amor é cego”, teoria que vem sendo comprovada cada vez mais pela ciência. Segundo o neurologista André Palmini, da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), um dos palestrantes do V Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, que acontece de 11 a 13 de junho, em Gramado (RS), pesquisas recentes mostram que, quando a pessoa está apaixonada por alguém, seu cérebro desativa estruturas responsáveis pelo julgamento crítico e por nos manter alerta contra ameaças do ambiente. O resultado? O apaixonado dificilmente consegue ver defeitos e desconfiar da pessoa amada. “Estudos com imagens mostram que os mecanismos cerebrais que nos fazem ter uma visão crítica sobre as atitudes dos outros são desativados quanto estamos com a pessoa amada. É a explicação da ciência para a cegueira da paixão”, afirma.

Pesquisas demonstram ainda que o cérebro age de forma diferente na paixão e no amor. No auge da paixão, os mecanismos de defesa quase não são ativados, mas esta situação vai mudando com o passar do tempo “Com a consolidação do sentimento, o cérebro começa a reagir ao ver a pessoa amada de forma parecida como age com outras pessoas. O grande segredo da neurociência é porque as pessoas continuam juntas, mesmo com as mudanças no comportamento cerebral”, afirma.

Evolução da Espécie - Segundo o neurologista, o amor também é um dos responsáveis pela evolução e preservação da espécie. “Temos no nosso cérebro um sistema de recompensa, que é o que nos faz buscar alimentos, água e a sobrevivência em geral. Pesquisas demonstraram que o amor também ativa de forma intensa este sistema, nos proporcionando prazer e bem-estar. Na busca de bem-estar, amamos, nos reproduzimos e evoluímos como espécie”, explica.


Categoria Categoria: Comportamento
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