Mulheres ocupam mais de 16% das vagas do setor elétrico

Por juliana Comportamento
07 mar 2008

Predominantemente masculino, o setor de energia elétrica tem, nos últimos anos, aberto espaço para as mulheres nas áreas administrativa, técnica e operacional das empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Entretanto, há diferença entre os salários pagos aos homens e mulheres. Mesmo com escolaridade maior do que a dos concorrentes masculinos, elas ganham 26% menos. Uma profissional com ensino médio completo ganha igual a um homem que completou apenas o fundamental.

“É preciso acabar com esse preconceito, como já foi feito no setor elétrico. Temos de agir com igualdade entre ambos os sexos. Se dois profissionais exercem funções e jornada de trabalho iguais, não há motivos para um ganhar menos apenas porque é mulher”, pondera Antonio Carlos dos Reis “Salim”, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp), da Federaluz e vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Mesmo que tenha ocorrido incontestável melhoria para as mulheres em diversos aspectos, seja na área de saúde, no aumento da expectativa de vida e no mercado de trabalho, elas ainda são alvos de preconceito e brutalidade – como atestam as ocorrências de violência doméstica e sexual e a dificuldade encontrada na obtenção de iguais oportunidades de trabalho. “Esses fatores negativos são constrangedores. Nossa luta é para que estas profissionais adquiram os mesmos direitos, benefícios e tratamentos que os homens. Neste dia tão significativo, é importante destacar o valor do trabalho feminino para o desenvolvimento da sociedade e conseguir, de verdade, igualar os direitos”, afirma Salim.

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