Para muitas mulheres o processo da menopausa começa silenciosamente depois dos 40, geralmente entre 45 e 55 anos. Nesta fase os níveis de estrógenos, hormônio feminino produzido no ovário, começam a diminuir e provocam mudanças no ciclo menstrual, até encerrar totalmente. A ausência do estrógeno no organismo faz com que as taxas de cálcio fiquem deficientes, o que gera um grave problema na pós-menopausa, a osteoporose. A doença é marcada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea e é nos cinco primeiros anos após a menopausa que essa perda acontece mais rapidamente.
A osteoporose é a principal causa de fraturas por baixo impacto. As principais lesões ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos e podem levar a diversas complicações como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é feito através da densitometria óssea, um exame simples e indolor que pode ser descrito como uma “radiografia” do corpo.
Embora não tenha cura, o problema é tratável. As fraturas podem ser evitadas com a combinação de mudanças no estilo de vida e tratamentos médicos. Na terapia à base de remédios, os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já podem ser tomados a cada semana e até mensalmente.
A prevenção começa desde cedo. Ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, evitar o uso de álcool e fumo certamente são ações que poderão garantir uma “reserva óssea” para quando o corpo precisar. Quanto maior for essa “reserva”, menor a probabilidade de desenvolver a osteoporose.


