Marley e Eu: um filme leve e que emociona pelos sentimentos
Os donos de cachorros “com problemas de comportamento” vão se realizar ao ler o livro Marley e Eu. Um cachorro que arrancou as paredes de madeira da garagem com medo de trovões e comeu caixas de som de um estéreo deixa qualquer dono feliz com as pequenas travessuras do seu animal doméstico. Mas o amor incondicional do membro de quatro patas da família é incontestável. O carinho e devoção entre cachorro e dono chegou às telas com o divertido Marley e Eu (Marley & Me, EUA, 2008).
Como toda obra literária, muito se perde nas adaptações de livro para o cinema. Os clássicos Harry Potter e Senhor dos Anéis corroeram de ódio os fãs por ocultarem fatos importantes ou modificarem cenas, fato repetido assiduamente neste longa. O termo “baseado na obra de” deveria ficar em destaque no cartaz dos cinemas. O livro de John Grogan é ponto de partida e inspiração para o roteirista, mas apenas isto.
Jennifer Aniston e Owen Wilson interpretam o casal de jornalistas Jane e John Grogan. Jane, sem conseguir ao menos cuidar de uma planta, quer ser mãe. John acredita que um cachorro é a melhor pedida para treinamento e compra um labrador, raça de lindos filhos que podem alcançar 60 quilos na idade adulta.
John procura se informar sobre o novo membro da família em livros, mas, infelizmente, a leitura é posterior a compra do doce filhote que em três semanas alcança 10 quilos. Marley (no livro batizado conjuntamente pelos dois, mas na película recebe o nome apenas por Grogan em uma passeio de carro) é um adorável cachorro de estimação com hiperatividade, aliada ao seu peso de pouco mais de 40 quilos na idade adulta, causa problemas físicos e situações embaraçosas para toda a família. Anos depois surgem mais três filhos para aumentar o clã de travessuras da família.
Apesar da discrepância em relação à obra original, Marley e Eu é uma comédia leve, por momentos um drama da melhor qualidade. A cumplicidade entre animal e dono é muito bem retratada, deixando uma vontade no íntimo nos avessos a animais de sair do cinema e comprar um filhote. Momentos tristes como a perda do primeiro bebê de Jane em que Marley chora junto com a dona e sua morte não foram esquecidos. Para os criadores e amantes dos caninos, um filme para sentir-se bem consigo mesmo. O ponto alto da risada fica com Marley arrancando uma mesa de ferro do chão em que foi amarrado na calçada de um restaurante.
Mesmo com um roteiro tão divertido, alguns erros não passam despercebidos. A sonoplastia é um deles, exageradamente presente. Não há um passo dos personagens sem uma música triste. O tom de comédia da trilha sonora beira os desenhos animados televisivos da Warner, abafando muitas vezes o poder da imagem, com saldo negativo para as cenas.
Apesar de erros, atores inexperientes e cortes bruscos em cena impedindo uma continuidade mental, o charme de Marley e Eu fica na estória. O publico da obra literária não pode perder esta oportunidade, mesmo levando algumas decepções para casa. O glamour e talento de Jennifer Aniston e Owen Wilson só ficam atrás para o bem domesticado cachorro Marley, que um dia foi até ator de cinema, mesmo que por menos de cinco minutos em tela e deixando diretor e produção loucos. Em exibição em algumas salas de cinema.
Ficha Técnica
Título Original: Marley & Me
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.marleyeeu.com.br
Estúdio: Fox 2000 Pictures / Regency Enterprises
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: David Frankel
Roteiro: Scott Frank e Don Roos, baseado em livro de John Grogan
Produção: Gil Netter e Karen Rosenfelt
Música: Theodore Shapiro
Fotografia: Florian Ballhaus
Desenho de Produção: Stuart Wurtzel
Direção de Arte: W. Steven Graham
Figurino: Cindy Evans
Edição: Mark Livolsi
Efeitos Especiais: LOOK! Effects / At the Post / Lola Visual Effects
Veja Trailler do filme:
Categoria: Cine Mulher







