É possível ficar cheirosa no verão
Verão e perfumes podem ser bons companheiros. Só é preciso fazer a escolha certa e não exagerar na dose. Existem pessoas que não abrem mão de uma fragrância nem à tarde na areia da praia. E outras que, na intenção de agradar, acabam usando um aroma criado para dias mais frios em pleno calor tropical. Eurico Mazzini, atual perfumista da Drom Fragrâncias e que traz 28 anos de atuação no setor, com grande bagagem internacional, dá algumas dicas para quem quer deixar no ar uma marca agradável no verão que se aproxima.
Perfumar-se e tomar sol realmente requer cuidado: “A combinação de matérias primas presentes no perfume pode não combinar com a incidência da luz solar e causar queimadura, deixar manchas e até mesmo uma reação alérgica na pele” – avisa Mazzini. Assim, é sempre preferível algo leve como colônias splashes mais indicadas para serem usadas sob exposição solar.
Uma dúvida comum é o uso de todos os produtos de higiene e beleza de uma mesma fragrância, como sabonete, creme, desodorante e perfume. Isso não seria um exagero? Mazzini explica que não, pois tudo depende da fragrância que pode ser bem discreta e da quantidade do que for usado: “Se for um cítrico refrescante ou floral, não há problema em usar todos juntos. O problema é usar abusadamente um produto de modo a exagerar-se na dose. Uma pessoa pode passar apenas um eau de parfum de um chypre floral branco, por exemplo, e ter um resultado muito mais concentrado e que possa incomodar”.
Algo que intriga é como uma fragrância pode reagir de modo diferente em cada pessoa. Os fatores que provocam esta alteração são muitos: a cor da pele, o índice de melanina ou de hormônios, a alimentação e até o metabolismo de cada um. “Estes são fatores que explicam a performance de uma mesma fragrância ser diferente em mulheres de mesma idade, tipo físico e até mesmo em gêmeas” – conta o perfumista.
PREFERÊNCIA NACIONAL
É interessante notar o gosto dos brasileiros na hora de se perfumar. Os homens apreciam fragrâncias fougères, aromáticas, amadeiradas e cítricas. Já as mulheres preferem florais e orientais, principalmente goumands. Os irreverentes e modernos frutados também vêm ganhando o gosto nacional e crescido muito em vendas.
“Cada cultura tem sua característica e o Brasil, por ser um país continental, possui algumas diferenças” – comenta Mazzini, acrescentando: “Um exemplo clássico é o sucesso dos florais brancos em vários países do mundo, mas que aqui no Brasil não pode ser considerado um best-seller”.
Categoria: Comportamento







