Depressão e família: acompanhar o paciente no tratamento é fundamental
A depressão é uma doença séria que causa diversos sintomas físicos e emocionais. Além do isolamento social e da queda brusca na qualidade de vida, quando não tratada a doença pode desencadear problemas como diabetes e hipertensão, entre outras doenças, já que organismo torna-se vulnerável. “Insônia, apatia, pessimismo, irritabilidade, pensamentos negativos, tristeza sem motivo, perda do interesse, falta de motivação, perda de peso e apetite, diminuição do desejo sexual, dores vagas e difusas sem causa aparente ou explicação convincente são os sinais mais comuns relacionados à doença”, explica o psiquiatra Acioly Lacerda.
Os sintomas, muitas vezes, passam despercebidos pela família, que desconhece a gravidade da doença e as conseqüências negativas geradas pela falta de tratamento. Daí começa a famosa fase de cobranças, como culpar o paciente por falta de força de vontade, de garra, e até o julgamento dessa apatia como tentativa de chamar atenção para si.
Outro agravante no diagnóstico e cura é o preconceito dos familiares, sociedade e até mesmo de alguns pacientes que relutam em procurar ajuda médica por vergonha. “Muitos ainda consideram a depressão uma fraqueza ou estado de loucura, e o psiquiatra apenas um médico para tratar insanidades. Alguns pacientes, principalmente homens, escondem até mesmo que estão sendo tratados”, afirma o psiquiatra.
Questões genéticas, bioquímicas ou hormonais fazem com que a pessoa com depressão, geralmente, fique indecisa em relação a tudo, por isso o papel da família é indispensável, pois é alguém próximo que acaba por tomar decisões pelo paciente, inclusive para iniciar o tratamento. “A depressão não é sinal de personalidade fraca ou caráter débil, mas uma doença sistêmica que afeta todo o organismo. A participação do médico e da família no tratamento é fundamental”, finaliza.
Categoria: Saúde e Bem Estar







