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Comportamento
26/06/2009

Como é complicado arrumar um namorado. Será que sou exigente?

Sempre que questionam a minha solteirice em seguida soltam a frase: “você deve ser muito exigente”. Falam isso como se existissem milhares de homens correndo atrás de mim e eu fazendo uni-duni-tê para pegar o melhor cara do mundo. E quando digo que estou solteira por falta de opção as pessoas ficam ainda mais chocadas. Será que é tão ruim assim ser solteira? Ou será que eu realmente sou exigente?

Fiz um curso esses dias e a grande maioria dos alunos eram homens. Passar duas semanas a lado deles foi um tanto quanto complicado, mas pude usar a experiência para fazer o teste e saber se realmente sou tão difícil.

Bom, a primeira coisa que descobri foi que sou “um bom partido”. Acho que uma injeção de auto-estima é sempre bem vinda. Mas nessa a gente começa a se comparar com os outros candidatos e sempre vem aquele pensamento: preciso de alguém à minha altura.

Altura (no sentido literal) é o ponto número um da lista de “como deve ser o homem da minha vida”. Explico esse quesito: tenho 1,73 de altura. Nada contra os casais que as mulheres são mais altas, pelo contrário. A única coisa que não consigo entender é por que raios os meninos mais interessantes são os baixinhos? E não só os mais interessantes como também os mais bonitos.

Ponto número dois: beleza não se põe à mesa, ok! Eu concordo. Minha mãe tem uma frase melhor: uns gostam dos olhos, outros das remelas. Já passei da fase de remelas, hoje aprecio bons olhos e não vejo problema nenhum nisso.

Por esse lado a nota para a sala de forma geral era zero. Sei que se eu quisesse aproveitar as duas semanas de curso para paquerar, teria escolhido um lugar melhor, onde teria mais opções. Mas o objetivo naquele momento não era esse!

E mais importante que uma boa aparência é, sem dúvida, um bom papo. Nota zero outra vez para os meninos do meu curso. Teve um que até se esforçou, mas....não deu mesmo. Gosto de homens inteligentes, mas isso não basta. Não pra mim.

Alguns eram infantis, não tinham mais idade para agir como adolescentes. Isso é horrível. Não me vejo ao lado de um cara com a idade mental de um pré-adolescente. E o pior de tudo: falam gírias. Não suporto ouvir por muito tempo as palavras: “tá ligado”, “morou”, “mano”, “tipo assim”, “que nem” etc.

Volto a repetir que não estava no lugar apropriado para paquerar. Se bem que uma colega de classe conseguiu um ‘ficante’, o segundo mais bobo da turma. Mas o caso dela dá pra explicar, tem gente que gosta de se aventurar mesmo. O mais engraçado era que o affair deles terminava na hora que o namorado dela chegava para buscá-la.

Bom, no final do curso já estava convencida de que sou exigente mesmo! Prefiro esperar mais um pouco por alguém que realmente combine comigo e que valha a pena. Ainda que não seja um príncipe encantado, nem se parece com um galã da novela das oito.


Categoria Categoria: Comportamento
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