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Como a sibutramina age no organismo

O FDA, órgão norte-americano que regula a comercialização de medicamentos nos EUA, aprovou o uso da sibutramina para o tratamento da obesidade no ano de 1997. O princípio ativo atua diretamente no sistema nervoso central e a ‘falta de fome’ ocorre porque a substância inibe em 73% a absorção da serotonina, em 54% da norepinefrina e em 16% da dopamina, neurotransmissores envolvidos no controle do apetite, bem-estar e prazer. “A sibutramina e seus metabólicos promovem uma maior permanência da serotonina e da noradrenalina nas sinapses nervosas e, dessa forma, aumentando a saciedade”, esclarece o endocrinologista.

O uso do medicamento depende de uma análise criteriosa do paciente, que inclui o detalhamento da existência de fatores de risco cardiovascular como história de infarto na família e derrame prévios, incluindo a hipertensão arterial.

Outro ponto importante é entender que possivelmente o ideal de beleza que move a busca por um tratamento muitas vezes não é obtido. “O sucesso no emagrecimento depende de características genéticas individuais e dos hábitos que a pessoa manteve a vida inteira. Em casos de sucesso na redução do peso, a retirada da droga deve ser gradativa para promover a manutenção dos resultados obtidos”, finaliza o endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz.

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