Como boa mãe de final de semana que sou, estava assistindo um filme da Barbie com a minha pequena grande filhota, domingo destes, e vi uma cena engraçada em que um monte de princesas de todas as idades, ansiosas e felizes, correm desabaladamente ao encontro do sapateiro real ao saberem de sua presença no palácio. Nem o príncipe fez tanto sucesso. Cena de conto de fadas? Que nada. Isso é fato em qualquer sapataria da cidade em liquidação, desde às mais chiques às mais “povão” que você imaginar.

Inclusive, liquidação de sapataria pode ser a visão do inferno ou o próprio Nirvana na terra, depende do ponto de vista. Conto de fadas ou não, tem sapato de todos os tipos, para caber em todas as bolsas. Para reforçar minha tese da loucura feminina em relação aos “pisantes” em geral, relato uma visita recente à minha sogra. Ela e a minha cunhada estavam em plena sessão de prova de sandálias recém adquiridas em uma valorosa liquidação lá pelas bandas do centro da cidade. A euforia era quase palpável. Até eu fui impelida, pela empolgação alheira, a provar uma sandália de saltinho que eu nunca usaria de livre e espontânea vontade.

Eu, particularmente, acho que sou uma das poucas fêmeas da raça humana que consegue resistir aos sapatos. Ta bom, admito que adoro botas… Bem, mas pelo menos não tenho essa “tara” desvairada a maioria feminina apresenta a partir dos 4 ou 5 anos de idade. É, isso é coisa que aparece cedo na vida de uma mulher. A minha herdeira, por exemplo, aos 4 anos e meio, entra na sapataria, escolhe o objeto de desejo e briga com o vendedor pelo que ela quer. É isso mesmo garota, manda ver! Deve ter puxado às avós e tias.

Para não dizerem que eu não pesquisei, li em algum lugar (ou vi em algum documentário do Discovery) que os sapatos, roupas e perucas eram consideradas formas de expressão nos anos que em que as mulheres eram peça secundária na sociedade. Os homens se entretinham com a caça, a política, as artes, o destino da humanidade etc. E as mulheres, por sua vez, ficavam montando seus vestidos e perucas mirabolantes. Observem, por exemplo, Maria Antonieta, um clássico! E nós, mulheres da modernidade, herdamos e aprimoramos esse gosto pelos sapatos, essa estranha relação que pode ser considerada exagero para algumas, mas, com certeza, é uma necessidade básica para muitas!

Taciana Antunes, jornalista, publicitária e precisando comprar uma sandalinha… Uma só, eu juro. Sabem de alguma liquidação por aí?…

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E não é que eu consegui? Aprendi mesmo a andar de bicicleta, pelo menos já dei algumas voltas no pátio do prédio onde moro, sem me esborrachar nem atropelar ninguém. Alguns dos meus esparsos leitores devem lembrar (ou não) que prometi aprender a andar de bicicleta. Coisa que nunca me dei ao trabalho de fazer na hora certa, ou seja, quando era criança, quando arranhões e hematomas eram troféus das vitórias em nosso mundo cruelmente infantil. Bem, eu pulei essa parte e encostei a minha pequena bicicleta cor de rosa (com fitinhas penduradas no guidon bem anos 80) antes mesmo de me arriscar a andar sem as danadas das rodinhas.

E aos 35 aninhos, eis que me abalei para tanto, depois de uma vida de piadas e de um ditado que nunca se aplicou a minha pessoa. O famoso e até então inútil: “É como andar de bicicleta. Nunca se esquece…” Odiava de coração quem usava esta expressão comigo. E não me envergonhava de dizer para todo mundo ouvir, que eu não sabia andar de bicicleta. Bom, agora a realidade é outra. Ganhei uma bicicleta de pessoas de me amam e que queriam me dar um presentão. Inclusive, a ideia do presente surgiu do texto que escrevi aqui para vocês, meus raros leitores.

Foi então que, em um ensolarado domingo, “aluguei” o maridão para servir-me de rodinhas. Imaginem a cena: ele me segurando pelo guidon e lá ia eu pedalando, morrendo de medo dele me largar e eu cair, esparramada no concreto, perto das garagens do prédio. E ia vizinho, vinha vizinha e todos olhando o espetáculo da doida querendo andar de bike, de todo jeito. Em algum momento do segundo dia de aulas práticas (claro que eu precisei de aulas teóricas também), o maridão cansou e foi bater um papo no celular. Eu fiquei a ver navios, parada, esperando… Aí resolvi meter as caras e tentar andar sozinha. E eis que um milagre acontece! Quem disse mesmo que eles não existem? De repente, meu corpo começa a fazer algo incrível, se equilibrar sobre duas rodas em movimento. Eu estava realmente saindo do lugar sozinha, pedalando, tremendo mais do que vara verde.

E lá fui eu! Eu tenho a força! Depois de algumas quase quedas e um monte de arranhões e canelas roxas por causa das pancadas dos pedais, eu aprendi a andar de bicicleta. Parece bobagem para você? Talvez seja mesmo, mas foi o máximo para o meu ego. Eu consegui fazer algo que nem pensava mais em tentar. Tem até vídeo no YouTube para provar o fato. Milagre comprovado mesmo. Desta minha experiência quase surreal, posso guardar a lição de que basta querer, perseverar e tentar que a gente consegue dar um passo em direção daquilo que a gente quer, do que a gente precisa. Portanto, mulheres, seja qual for o seu milagre pessoal, acreditem que ele pode acontecer. Basta ter fé e cara de pau, em alguns casos. A partir destes dois ingredientes, você é capaz de quase tudo!

Beijos aos que incentivaram e aos que riram de mim e comigo!

Taciana Antunes

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Em busca do equilíbrio

Por juliana Coisas de Mulher
02 dez 2009

Libriana, praticante do Yoga e preocupada com o destino da humanidade. Assim estou em busca do Equilíbrio, com E maiúsculo, seja ele emocional, espiritual, mental, físico ou financeiro. Qualquer um já serve para começar, certo? Afinal, é fácil nos flagrarmos reclamando do que é demais ou de menos. O meio termo, em qualquer área, é algo almejado como ouro em pó por deuses, demônios ou meros mortais como eu e você, meu caríssimo leitor.

O ponto de equilíbrio que temos dentro de cada um de nós é o tesouro que nos levará a alcançar outras metas. Mas achar este famigerado tesouro é que é “nó cego”, como diz minha querida vozinha, no auge dos seus 88 anos. À caça deste maravilhoso ponto G vamos caminhando a passos lentos a cada dia, a cada semana, a cada ano. Cada um a seu modo, vamos procurando chegar a esse equilíbrio. Esta busca eterna é mesmo um dos objetivos da vida. É durante essa busca que encontramos outras tantas coisas importantes pelo caminho.

Eu encontrei o amor, a maternidade, a lealdade dos amigos, o trabalho de todos os dias, os risos e as lágrimas que nos movem adiante e que nos ajudam a evoluir. Será que o equilíbrio é um dos sinais da evolução do ser humano? Acho que sim, afinal como podemos ser melhores e evoluídos sem termos o domínio sobre nossas próprias reações e emoções? Bem, filosofar nunca foi o meu forte… Vou deixar isso para os profissionais.

Assim vou carregando minhas balanças para todo lado, tentando equilibrar de um tudo, desde as emoções que transbordam em lágrimas incontroláveis até alguns acessos de raiva que não conseguem ser barrados pela racionalidade. E enquanto cada um de vocês se pergunta o que está fazendo para alcançar o equilíbrio e a evolução, eu, em toda a minha sabedoria de libriana (com ascendente em Peixes, acreditem!), já me decidi. Vou aprender a andar de bicicleta (é. Eu não sei andar de bicicleta. Algum problema com isso?). Afinal, equilíbrio, para isso, é fundamental!

Beijos e Feliz 2010 para todos.

Por Taciana Antunes

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Torcer pelo time mesmo quando ele está perdendo, xingar o árbitro e os bandeirinhas, comemorar o gol com muita gritaria e ainda tirar um sarro da cara do time adversário. Essas e outras tradições também fazem parte da vida das mulheres que gostam de futebol. Afinal, o esporte não é coisa só de homem. Estão aí, por exemplo, nossas jogadoras da seleção brasileira para mostrar que as mulheres entendem, e muito, de futebol. Segurem-se homens, nós também somos candidatas a assistente de técnico, sim!

Eu mesma sou louca por futebol e faço questão de conversar com quem entende do assunto. Não sou dessas que vai para estádio apenas para acompanhar o marido ou o namorado. Saber como está o rendimento do time. As vitórias e as derrotas, os pontos acumulados. Quem sobe e quem desce na tabela do campeonato, seja estadual ou nacional. E mesmo nas disputas internacionais. A história de um time não se perde de vista e a conversa segue com conhecimento de causa.

Literalmente, visto a camisa do time do coração e torço mesmo, com direito a palavrões de primeira linha e muita reclamação quando acho que vale a pena. O gosto por futebol surgiu ainda quando criança. Filha de um torcedor “doente” e irmã de um outro “fanático” pelo esporte, compartilho com eles e com a grande maioria da família, o amor pelo mesmo time. Não vou aqui dizer qual é em respeito aos meus leitores que vibram por outros times. Vamos manter a elegância, combinado?

Em dia de jogão, trocamos o salto pelo tênis surrado, colocamos a calcinha da sorte e botamos a baby look do time para ver nossos ídolos entrarem em campo, ao som dos hinos e do barulho das massas. A hora de arrepiar é o grito da torcida, antes de começar a partida. Bandeiras ao vento, e lá estamos nós a roer as unhas, esquecendo todo o investimento na manicure. A maquiagem básica garante o charme, mas sem chamar atenção. Afinal, não vamos querer arrumar confusão entre o maridão e o cabeludo que está pulando do meu lado.

Na hora de xingar o juiz, o fazemos como gente grande com um palavreado pouco digno de uma lady, mas totalmente pertinente à situação futebolística. A hora do gol, é a explosão da alegria. A comemoração, o grito e o abraço da torcida, dos amigos e dos desconhecidos que dividem esse momento único para quem é apaixonado por futebol. Ficam aqui as minhas saudações aos fãs do esporte que acompanham essa paixão que move milhares de torcedores. E nós, torcedoras de carteirinha, vamos também garantindo nosso lugar nos estádios, nos bares, em casa. Vamos vibrando, na alegria e na tristeza, com estes jogadores e jogadoras que correm atrás de uma bola, de um sonho, da glória de serem, um dia, vencedores e vencedoras.

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Cabelos, louca obsessão

Por juliana Coisas de Mulher
24 jan 2009

Cacheados ou lisos? Compridos ou curtinhos? Qual sua preferência? Hoje em dia vemos pelas ruas os mais variados tipos, estilos, cores, texturas, com ou sem reflexos, mechas, presos ou soltos ao vento. Dos chamados “bons” aos pixains. Lembro do meu próprio cabelo aos 29 anos, enorme, liso e escuro. Hoje, quase cinco anos depois, estão bem curtos, repicados e cor de urucum. Para dar aquele retoque mensal e esconder os famigerados fios brancos, passei na farmácia e comprei a tintura de sempre, marquei hora na cabeleireira para reavivar o corte. Um episódio de vaidade necessário. Afinal, qual é a mulher que não se preocupa com o próprio cabelo? Acredito que até as menos vaidosas, em algum momento, se rendem a essa pequena obsessão feminina.

De um jeito ou de outro, o cabelo marca nossas vidas, reflete nossas personalidades, contam um pouco de nossa história. Minha silenciosa infância foi premiada com um cabelo curtinho, tipo Joãozinho, acredito por ser mais prático e não dar muito trabalho. A adolescência exigiu um cabelo mais comprido, para ajudar a esconder as espinhas e a danada da timidez que ainda me perseguia. Quando entrei na faculdade (a Glória!), sapequei uma mecha branca no cabelo escuro, marcando meus anos Dark. Era para impressionar e para manter o resto da humanidade longe de mim, bichinho anti-social que eu era. Depois foi comprido até os 30, para sacudir nas pistas de dança, para fazer charme para os pretendentes. Já balzaquiana e mãe, o cabelo foi encurtando, as tinturas ficaram mais freqüentes (cabelos brancos, eu os odeio). Além do mais, não tenho mais tempo para ficar horas arrumando um cabelão para ficar preso o dia todo, neste nosso clima nem um pouco ameno.

Mas os sacrifícios que se faz para ter um cabelo bonito são os mais incríveis. Além do investimento financeiro que algumas mulheres se dão ao luxo, existem as infinitas horas de salão de beleza, os dias sem poder lavar o cabelo por conta das escovas progressivas, francesas, inteligentes, definitivas, de chocolate e de sei lá mais o quê. É impressionante a profusão de tipos de escova que se pode fazer em um cabelo, coitado, não se tem pena mesmo dos fios. São amassados, repuxados, queimados, descoloridos, pintados, cortados, hidratados. Tudo o que se possa fazer para chegar ao cabelo perfeito, elas farão. Chego a admirar as heroínas freqüentadoras dos salões de beleza e suas peripécias em busca da perfeição capilar. Divirto-me com as histórias de salão em que até cabelo queimado e caindo conseguiu ser recuperado!

Experiências mal sucedidas a parte, acredito que as mulheres devem sim usar a modernidade a serviço da beleza, em busca da sua beleza pessoal. É assim que queremos nos mostrar ao mundo: bonitas e cheias de graça, com cabelo solto e sedoso. Eu é que não tenho tanta disposição para o mundo dos cremes, tratamentos, secadores e cabeleireiros. Um corte ou outro e uma tinta aqui outra ali. É o máximo a que me submeto. Fazer escova? Não, muito obrigada. Sinto como se aquela quentura toda na cabeça fosse capaz de torrar meus neurônios. Deste jeito, até a escova inteligente vai ficar com um QI mais alto que o meu.

Taciana Antunes é Jornalista e Publicitária

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Estou vivendo um momento delicado e essencial na vida de uma mulher. Um caso de proporções internacionais que une homens e mulheres em busca de uma solução real e definitiva. Não. Não estou falando da crise econômica mundial, nem do controle do clima no planeta. Estou referindo-me às rugas. Sim. Claro. A essas famigeradas coisinhas que parecem tão inocentes no começo, mas que se infiltram em nossas existências e aí se propagam de forma louca e descontrolada quando menos esperamos. Eu sei… Parece trailer de filme de terror, mas é por aí mesmo que estou encarando essa novidade no meu espelho. Para não se tornar obsessão, tenho que dividir este drama pessoal com vocês, minhas amigas e amigos leitores.

O fato é: das rugas não há como fugir, já que o tempo e a lei da gravidade estão exercendo seus papeis fundamentais e previsíveis. Preciso é encarar esta nova realidade que se apresenta no meu ser físico. Para ser mais exata, aos 34 anos, estou mesmo é incomodada com o pescoço. É isso mesmo. Uma flacidez em estágio inicial que está se insinuando no meu belo pescocinho. Estou em momento de crise total. Nunca havia parado para pensar nisso e, agora, vejo-me analisando friamente a anatomia. As perspectivas, segundo minha genética, não são das mais promissoras… As coisas vão piorar. Disso não há dúvidas, certo? Afinal, hoje são 34 anos, amanhã, serão 40, 45, 50…. E por aí vou descambando.

Mas como somos mulheres modernas e inteligentes, podemos fazer uso dos recursos cosméticos, cirúrgicos, espirituais, mentais e qualquer outro que nos ajude na guerra contra o fatídico passar do tempo. O primeiro Renew a gente nunca esquece! Como o primeiro sutian. É marcante. É emblemático. Podem ter certeza, vocês mulheres que ainda não chegaram a este estágio. Mas ele chega, sim, cá estou eu com o meu testemunho nu e um pouco envergonhado por não ter tomado essas precauções antes. Quem sabe daria melhores resultados… Mas sempre achamos que não vai acontecer conosco…

Portanto estou em vias de iniciar o uso do meu primeiro Renew. Comprado devidamente através da minha consultora Avon, que se desdobrou como minha psicóloga de plantão, orientadora espiritual e quase mãe nos últimos dias em que pesquisei e analisei todas as alternativas de produtos para firmar melhor a pele. Bem, vamos lá, encarar o novo ritual dos produtos cosméticos antiidade. Acreditar nas promessas dos prospectos, fazer pensamento positivo. Deixarei vocês, meus leitores e leitoras, atualizados sobre os meus progressos. Boa sorte para mim! E para o meu amado pescocinho.

Taciana Antunes, a mais nova usuária Renew.

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Em um momento de recreação online, li, recentemente, os resultados de uma pesquisa feita em algum país europeu sobre a relação direta entre o orgasmo e o jeito de andar das mulheres. Não me cobrem detalhes estatísticos, pois, além de ser péssima com números, minha memória já não é das melhores. Resumindo a dita pesquisa, o jeito de andar mais expansivo e descontraído (o famoso rebolado) está diretamente ligado à boa performance sexual e à ocorrência de orgasmos femininos. Fantástico! Está tudo resolvido, mulheres! Basta dar show de rebolado para as coisas melhorarem na cama. Brincadeirinha…. Não é tão fácil assim, não.

A aventura, odisséia, saga, drama e até mesmo, por que não, comédia do orgasmo faz parte da vida das mulheres ativas ou não ativas sexualmente. Sim! Afinal, temos nosso período na vida para as brincadeiras particulares, lembram garotas? Não sou especialista no assunto, porém posso me declarar de bem com a questão. Acho que o rebolado seria aprovado pelos pesquisadores europeus. Depois de períodos em que achei que nunca iria conhecê-lo pessoalmente, mas sim apenas de fama, a experiência e maturidade ajudaram a encontrar o caminho para esse oásis de alegria escondido entre os lençóis alheios, o supracitado orgasmo.

Em minha coluna, não sou de muita conserva sobre o assunto, é o que muitos dirão por aqui. Afinal sou fã deSex and the City, mas jamais serei uma Carrie Bradshaw da internet. Não tenho o perfil, I’m sorry. Para começar, sou casada, tenho uma filha e um cachorro. E rotina é meu sobrenome. E é assim que eu gosto. Surpresas me estressam. Acho que já falei sobre isso por aqui. Mas o assunto orgasmo para este texto me veio justamente por sua falta. É verdade. O probleminha atual é mesmo o jejum… É isso mulheres… Também passamos pelas fases de abstenção forçada (ou não). No meu caso, a distância física está provocando esse momento virginal na minha cama. O maridão está em missão fora do estado já faz…. dois meses…. Nossa! Nem quando fiquei de resguardo, heim!

Mas este é um momento de vida. O casamento está acima dessas coisas, certo? Em certa medida. Afinal, relação à distância não existe mesmo. Pelo menos no meu ponto de vista. Mas não há motivo para pânico. O trabalho está em vias de conclusão e espero ter, em breve, meu marido de volta. Please, dá licença? Enquanto isso, vou fazendo como tantas outras colegas que passam por períodos de vacas magras. Sublimo um apetite por outro. E aí vai minha dica: o chocolate pode ser o melhor amigo de uma mulher nesse momento.

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Uma vez, trocando correspondências eletrônicas com uma prima minha, aspirante a jornalista (Deus a ajude), eu disse que ela merecia todos os livros do mundo. Por amar a literatura tanto quanto eu e por ter essa ânsia de devorar livros mais do que qualquer outra forma de arte. E, na minha poética declaração de amor ao mundo literário, eu continuei dizendo que só em pensar em todos os livros do mundo que valem a pena ler (pois existem milhões que não valem o papel no qual estão impressos), eu ficava louca de frustração. Afinal, nunca os teremos nas mãos e muito menos conseguiremos tempo para lê-los! Mesmo que vivêssemos umas dez vidas seguidas não conseguiríamos devorar a literatura que o mundo inteligente já produziu. Mas nos contentamos com algumas boas, excelentes e outras apenas razoáveis obras para nosso deleite intelectual. Afinal, somos meros mortais!

Tomei como missão indicar tais livros para minha prima. Obras que ela não poderia deixar de ler. Prometi uma lista razoável para lhe enviar um dia desses. Livros que poderiam ser encontrados nas bibliotecas da escola ou mesmo na biblioteca pública. Nossa, vocês sabiam que bibliotecas ainda existem? Afinal, comprar livros é um hábito saudável e louvável, porém, caro nos dias que correm. Como filha de bibliotecária, eu não poderia deixar de lembrar e de freqüentar tais lugares mágicos, silenciosos por tradição e hoje em dia ainda mais por conta dos poucos que lá se aventuram em busca do conhecimento. É muito mais fácil e rápido acessar o google, certo? Eu mesmo sou fã deste e de outros sites de busca e todo o mundo de informações que eles nos trazem.

Mas nenhum computador vai substituir um bom livro com cheirinho de biblioteca, um livro que passou por outras mãos, que levou outros a viajarem por suas páginas amareladas pelo tempo. Nossa que melodrama… Mas é assim mesmo que falamos quando estamos apaixonados, não é? Tudo é lindo! E é essa paixão pelos livros que me faz amar as bibliotecas e livrarias. Uma paixão que precisa ser nutrida desde cedo, desde a primeira infância. Como minha mãe fez comigo, me levando para passar tardes inteiras na sessão infantil da biblioteca pública estadual na qual ela trabalhava. Ela diz até que eu aprendi a ler sozinha. Um milagre moderno e nunca entendido pelas minhas professoras da alfabetização.

Quando criança, meu dia se dividia entre a escola e a biblioteca, uma rotina que contribuiu para minha personalidade calada e observadora. Algo bastante diferente da garotinha super comunicativa que tenho como filha. Mas que, pelo que notei, tem a mesma loucura por livros e histórias. Claro que não posso perder essa veia literária dela, seja para transforma-la em uma grande escritora ou em uma excelente leitora. Saibam que, para ambas as atividades, é preciso prática e dedicação. Eis que já somos freqüentadoras assíduas das livrarias da cidade com seus livros coloridos e cheio de aventuras para a minha pequena que ainda nem sabe ler, mas que já sabe procurar os livros, um ótimo começo. Algo lhe diz que eles são muito interessantes. Eu, por enquanto, sou a intérprete oficial. Mas, em breve, ela vai descobrir por si as maravilhas dos bons livros. Acho que vou me dedicar a fazer aquela lista de livros para a minha prima. Ainda estou devendo isso a ela. Vou guardar com cuidado para que possa servir um dia à pequena devoradora de livros que estou cultivando lá em casa. Beijos aos amantes da literatura.

Taciana Antunes é Jornalista, publicitária, metida a escritora e uma esforçada leitora.

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Eu nunca me achei muito esperta em relação às novas tecnologias que aparecem e mudam e se atualizam a cada dia ou a cada hora. Admito que sempre me deixei ficar a margem das mais recentes novidades, observando tudo com olhares curiosos porém nada cobiçosos. O celular serve para fazer e receber ligações. No máximo para algumas contas rápidas na calculadora ou para funcionar como despertador. Mas nunca para navegar na internet, acessar conta em banco ou para jogar (coisa mais sem graça). Foi só recentemente que o usei como mp3 e olha que nem sei usar essa função direito. Precisei de algumas aulas práticas antes…

Acredito que sou uma mulher mal acostumada. Pois, sendo casada com um técnico na área de informática, nunca me dispus a mergulhar nos mistérios da tecnologia, nem nos mais básicos segredinhos. Pode parecer exagero, mas é verdade. Para se ter uma idéia da minha incompetência tecnológica, nunca baixei as fotos da câmera digital para o computador. Tem o maridão para fazer isso. É só um exemplo da gravidade da questão. É verdade que metade da minha resistência em aprender essas coisas básicas é preguiça e a outra metade é falta de interesse tecnológico mesmo.

Mas, como essas coisas digitais, automáticas e cheia de pitocos estão invadindo nossas vidas, tenho que rever meu posicionamento. A gota d’água foi um episódio recente que me ocorrido em uma viagem de trabalho. Novamente vou omitir nomes e locais para não comprometer os envolvidos, inclusive a mim mesma. Depois da viagem e de um longo dia de trabalho, chego ao hotel já perto das 21h. Subo para o quarto, tomo um banho, e me preparo para ver a novela das oito (que começa às nove como todo mundo sabe). Eis que ligo a TV (pelo menos eu consegui ligar a danada) e ligo o decodificador da TV por assinatura (é, isso eu também consegui, viu?). Mas quem disse que eu conseguia achar o canal da TV global?! Vou pra lá e para cá com os controles e nada… E o tempo passando. Ai, ai a novela vai começar! Cheia de vergonha, admiti minha derrota e liguei para a recepção. O rapaz, muito simpático, repassa comigo as etapas do liga TV, liga decodificador… Tudo isso eu fiz sozinha. Eu juro. E aí ele me diz para virar o controle remoto, pois nas costas do mesmo, encontraria uma listinha com os canais e números correspondentes. É mesmo, eu fiz tudo, moço, menos virar o controle. Muito obrigada, boa noite.

No dia seguinte, já estava eu em outro hotel em uma cidade vizinha. Agora a TV não me engana, não. Mas eis que me deparo com coisa mais complexa. Nada no quarto liga! Nem TV, nem ar-condicionado, nem luz…. E agora??? Ligo eu novamente para a recepção salvadora. O moço, muito simpático, me pergunta se, ao entrar no quarto, eu coloquei o cartão da chave em um suporte perto da porta. Silêncio…. (Não. Porque eu haveria de fazer isso, me pergunto.) Bem, essa tecnologia avançadíssima faz com que, milagrosamente, tudo funcione no quarto! E ainda por cima, o danado do ar-condicionado precisava ser ligado em um painel de controle que fica atrás da cabeceira da cama! Peloamordedeus. É muito fricote tecnológico. As coisas não têm mais o botão de ON e o de OFF apenas. A coisa está tomando proporções descomunais. E, para completar, como eu não fico calada mesmo, contei todas essas peripécias para meu cliente, que estava hospedado nos mesmos hotéis. Ele, claro, rolou de rir, tirou o maior sarro da minha cara e ainda espalhou para nosso círculo de trabalho, digamos, minha “dificuldade” com a tecnologia. Mas deixa estar. Na próxima, eu não vou passar vergonha. Já tenho uma estratégia traçada. No próximo hotel no qual eu me hospedar, o mocinho recepção vai comigo mostrar como tudo funciona no quarto. Só assim eu não ligo pra ele para pedir instruções, já que sempre vai aparecer algo que eu não sei e nem quero saber sobre essa exagerada tecnologia de todo dia.

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Com exceção das pessoas auto-suficientes, todos nós nutrimos uma paixão por alguém especial. Alguém que faz diferença no nosso dia-a-dia ideal. Ás vezes é uma pessoal próxima, uma mãe, um pai, um filho ou uma filha. Outras vezes, é alguém muito distante de nossa realidade, um astro do cinema, um pop star da música. São pessoas que a mídia costuma chamar de ídolos. Seres que se destacam da multidão aos nossos olhos e que nos servem, tantas vezes, de exemplo e incentivo.

Gosto de nutrir meu amor pelos meus ídolos adolescentes do cinema e da música que não irei revelar aqui, me desculpem os curiosos. Essa é uma forma de mantermos uma certa sanidade emocional neste mundo de verdades tão dolorosas e cruéis. Um mundo repleto de episódios de violência. Ter e manter ídolos nos faz pessoas melhores, pois vemos nas pessoas o que elas têm de bom, sua beleza, sua disposição em fazer coisas boas, sua justiça, sua lealdade, seu trabalho, seu amor pelo próximo. Cada um tem um motivo muito especial para cultivar seus ídolos.

No dia-a-dia, muitas vezes, acabamos nos perdendo em tantos compromissos, tantas idas e vindas e tantas responsabilidades que nem paramos mais para pensar nos nossos ideais, nos nossos sonhos de criança. Ficaram tais sonhos mesmo lá atrás, em nossa infância remota? Ficaram enterrados na nossa adolescência? A memória vai se apagando com o tempo, como é natural, e aí esses amores eternos aos ídolos viram um pôster desbotado na parede do quarto na casa dos seus pais. Ou um álbum de fotos amareladas e você jura que guardou com todo o cuidado, mas que não consegue achar de jeito nenhum.

O tempo é um bálsamo que nos obrigada, a cada dia, a olhar para frente, para o que há de vir. Mas também é um perigoso inimigo das doces lembranças juvenis. Restamos buscar um momento sequer em nossas vidas corridas para rememorarmos nossos ídolos e até mesmo para fazermos nascer novos amores platônicos, por que não? Afinal, as experiências da vida nos levam a adotar novos ídolos. Ontem éramos fãs de um certo jogador de vôlei, hoje o preferido é um ator de séries de televisão mais novo do que você! Os tempos mudam, o tempo passa, as prioridades são outras a cada dia.

O que não podemos deixar morrer é essa pura necessidade de identificação com alguém ou algo que nem sempre está por perto. Mas que, com certeza, nos traz uma maravilhosa sensação de bem estar, um sopro de frescor para as nossas atribuladas vidas. Pensamos com carinho, com admiração e até com paixão nos nossos ídolos. Isso nos faz ter um pouco de esperança no ser humano. Nos faz pensar que é possível sermos pessoas melhores, se assim o quisermos e se assim nos dispusermos.

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