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Comportamento
10/09/2008

Candidatas a primeira-dama

Não se fala em outra coisa no mundo inteiro, o assunto do momento são as eleições presidenciais norte-americanas. De um lado, o democrata Barack Obama, primeiro negro com reais chances de se tornar presidente dos Estados Unidos, defendido pela grande maioria dos intelectuais e artistas. Do outro, o republicano John McCain, preferido dos americanos mais conservadores. Na disputa acirrada do cargo de presidente mais influente do mundo, quem também contribui para a popularidade dos candidatos são suas esposas, as “candidatas a primeira-dama”.

Diferentemente do que acontecia no passado, a primeira-dama não é mais simplesmente a mulher que aparece nas fotos ao lado do candidato. Agora elas participam ativamente das campanhas dos maridos, comandando, inclusive, megacomícios que são televisionados e difundidos pelo mundo inteiro.

Nessa época particular de eleições, as esposas que sobem no palanque são Michelle Obama e Cindy McCain; cada uma com seu estilo particular, que combina bastante com o de seus respectivos maridos.

Cindy McCain é uma empresária e filantropa nascida em Phoenix, Arizona. Herdeira da empresa Hensley & Co., uma das maiores cervejeiras do mundo, Cindy já nasceu milionária e se adéqua ao ideal clássico de mulher americana.

Nos tempos de faculdade - ela é graduada em educação e pós-graduada em educação especial pela University of South California - era líder de torcida e fazia parte da conservadora fraternidade Kappa Alpha Theta. Casou-se com o presidenciável John McCain em 1980, com separação de bens, e teve com ele 4 filhos.

Hoje, aos 54 anos, ela é uma mulher linda e muito bem conservada, sempre aparecendo impecável ao lado de seu marido John McCain. Seu estilo clássico de mulher perfeita é muito marcante nas suas roupas. Está sempre deslumbrante e elegantérrima, mas sem muita ousadia; a combinação tailleur + colar de pérolas lembra muito a também notável ex-primeira-dama Jackeline Kennedy. Sua postura mais reservada a mantém mais distantes do eleitorado, que a enxerga como se estivesse distribuindo sorrisos e acenos de um pedestal.

Bem diferente de Cindy é a advogada Michelle Obama, que estudou em colégio público em Chicago e fez faculdade em Princeton e em Harvard. Hoje ela é vice-presidente dos hospitais da Universidade de Chicago - está de licença - e mãe de duas filhas: Malia Ann, de 8, e Natasha, de 6 anos.

Ser uma mulher negra em Harvard não era a tarefa mais fácil do mundo, Michelle teve que lutar muito para conseguir respeito. Nos tempos de faculdade, defendia uma maior contratação de professores pertencentes a grupos minoritários.
Para a campanha presidencial de seu marido, Michelle é uma peça essencial. Dona de um carisma notável, ela não tem medo de andar entre os eleitores e de falar o que pensa durante os comícios. Uma de suas declarações mais famosas, foi quando afirmou que seu marido ronca, tem mau hálito pela manhã e não coloca as meias para lavar.

A intenção de humanizar o presidente e mostrar-se como mais um membro da população tem garantido a popularidade de Barack, sobretudo com as mulheres e os negros; havia uma certa especulação sobre a “negritude” do candidato, filho de mãe branca e pai negro.

Suas roupas são uma espécie de extensão de sua própria personalidade. Tons fortes e cortes mais ousados, elegância que foge dos clichês e uma atitude que surpreende, atenção para o conservadorismo norte-americano: ela não tem problemas em usar roupas que mostram seus braços, peças abominadas pela grande maioria das primeiras-damas.


Categoria Categoria: Comportamento
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