A Princesa e o Sapo

Por juliana Coisas de Mulher
25 abr 2008

Intensa campanha de marketing começava em meados de julho do ano passado a anunciar a primeira princesa negra da Disney. Alguns pensaram em Pocahontas, mas ela era india. Tiana é negra, de pais negros. A primeira ‘escurinha’ protagonista de uma história de conto de fadas do maior estúdio de animação do mundo, muito o que esperar.

A espera não foi totalmente decepcionante. O longa A Princesa e o Sapo (2009, Walt Disney, EUA) traz de volta o conto escrito pelos aclamados cineastas John Musker e Ron Clements (de ‘A Pequena Sereia’, ‘Aladdin’ e ‘Hercules’) em que a princesa encontra um sapo, beija-o e ele vira príncipe. Mas desta vez a bela garota não era de sangue real e se transforma também em sapo através de um encantamento vudú feito por um adepto de magia negra.

Tiana não começa como princesa, mas como amiga rica e uma carga de preconceitos e estereótipos surgem aí. A moça cresce trabalhando como garçonetes e juntando cada centavo para montar seu próprio restaurante, pois cozinha muito bem. Trabalha dia e noite e conhece seu príncipe sapo em um baile onde esta servindo seus bolinhos caseiros para a amiga rica.

O encantamento não é mais feito por bruxas, mas por um macumbeiro que usa um amuleto e usa o termo “mandiga e vudú” para definir o encanto. Até uma mãe de santo (senhora negra com vestido branco rodado e lenço branco na cabeça, com colares de contas) aparece no meio! A Disney modernizou estampando sua bela negra em artigos como bolsas, cadernos e mochilas, mas ainda mantêm conservadora no preconceito que as brancas vem com um castelos, as pretas com casebres e passando fome. Lamentável.

Os méritos do filme são muitos. Ophra Winfrey dubla Eudora, mãe da princesa Tiana na versão em inglês e o felizes para sempre perdura de uma forma maestral, como todos os filmes da terra do Mickey. Vale comentar que as animações da ultima década ganharam um tom realista, e nem sempre a felicidade está no beijo, mas na escolha. No caso da princesa e seu sapo, eles descobriam o amor mesmo não sendo tão belos, mas Shrerk já tinha feito isso antes.

Por Lidianne Andrade

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